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terça-feira, 24 de julho de 2012

Caixa reduz juros da construcão civil


Para alavancar economia, Caixa reduz juros da construcão civil
A taxa máxima de juros para financiamento de materiais de construção caiu de 2,35% para 1,85%

A taxa máxima de juros para a linha de financiamento de materiais de construção caiu de 2,35% para 1,85%, anunciou, nesta segunda-feira (23), a Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo o banco, a taxa mínima passou de 1,96% para 1,40% ao mês. O setor registrou em maio a maior queda nas vendas do varejo, de 11,3%. 
Trata-se de mais uma medida do governo para alavancar a economia. Com ela, espera-se aumentar os investimentos no setor, afirma o economista Fernando Sarti, diretor do Instituto de Economia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IE/Unicamp). 
"A ideia é reduzir o custo do investimento. E construção civil tem uma participação muito importante no investimento (formação bruta de capital fixo) nacional. Além disso, é um setor que gera muito emprego", analisa.
Segundo a Caixa, o prazo para pagamento também foi estendido de 60 para 96 meses, com seis meses de carência para execução da obras. Para este ano, estão disponíveis R$ 5 bilhões. Desde a criação da linha de financiamento, a Construcard, em 1998, foram liberados R$ 15 bilhões e atendidos 1,2 milhão de clientes.
Os maiores beneficiados, segundo o professor, são os "caras que compram material para construir por conta própria ou para reformar sua casa, pois eles são os maiores dependentes de um preço baixo e disponibilidade por crédito", opina.
Para o especialista, esta medida é "fundamental" para os pequenos construtores. Em entrevista ao Jornal do Brasil no último dia 16, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (SINTRACON/SP), Antonio de Sousa Ramalho, afirmou que a queda nas vendas do varejo de material para construção civil mostravam como a desaceleração do setor afeta os pequenos construtores.
"Cerca de 78% destas vendas de material acontece nos depósitos, que é onde os pequenos construtores, aquelas pessoas que estão querendo reformar suas casas, compram. Eles estão parando de fazer suas obras", analisa.  As grandes construtoras sofrem menos com a desaceleração, afirmou Ramalho, pois elas têm a capacidade de "atrasar suas obras, o que o pequeno construtor não pode, pois são mais pontuais".  
Acesso
Para ter acesso à linha de financiamento de materiais de construção é preciso ir a uma agência da CEF e apresentar documentos pessoais (RG, CPF e comprovantes de endereço e de renda) para avaliação cadastral. Para os que são clientes da instituição, em muitos casos, o limite já pode estar pré-aprovado. Neste caso, é só fazer o contrato com o gerente.  
Ainda segundo a Caixa, não há limite máximo para o valor do financiamento, que dependerá da capacidade de pagamento mensal do cliente.
A linha de crédito Construcard é disponibilizada por meio de um cartão magnético exclusivo para uso em lojas de material de construção conveniadas. Além da compra de material de construção em geral, o Construcard pode ser usado para aquisição de móveis embutidos e sistemas de aquecimento solar. Segundo a Caixa, atualmente, são mais de 65 mil pontos comerciais conveniados em todo o Brasil.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

A hora e a vez do mercado imobiliário


Setor recebe com otimismo redução das taxas de juros e aposta em crescimento de até 60% no segundo semestre
Com as taxas de juros básicas no menor patamar de sua história, a economia brasileira deverá acelerar seu crescimento no segundo semestre de 2012, e o mercado imobiliário será diretamente beneficiado, avaliam especialistas de bancos, imobiliárias e construtoras.
No Distrito Federal, terceiro maior mercado do País, o setor está otimista. “O juro alto era um dos maiores empecilhos para o financiamento bancário e imobiliário. A queda é positiva e irá contribuir para a compra e venda de imóveis”, afirma o diretor da Bordalo Imóveis, Aurélio Bordalo. “O aquecimento ocorrerá aos poucos, não de imediato, mas creio que teremos um movimento 60% maior no segundo semestre de 2012, em comparação com os seis primeiros meses”, analisa o empresário.

Ainda segundo Bordalo, há espaço para redução da taxa Selic até o fim deste ano, que poderá chegar a dezembro cravando 8%. Isso porque, mesmo com a queda histórica das taxas, o percentual praticado no Brasil, atualmente de 8,5%, ainda é um dos mais altos do mundo.
Para o diretor-executivo da Lopes Royal, Marco Antonio Demartini, a queda nas taxas de juros atrai novos públicos para o financiamento. “Quinze anos atrás, quem desejasse financiar um imóvel de R$ 500 mil, em 20 anos, teria que pagar uma prestação de R$ 7,5 mil por mês. Hoje, esse valor mensal está em R$ 5,5 mil”, exemplifica Demartini.

Outra vantagem, afirma o executivo, é o baixo índice de financiamento imobiliário no Brasil, inferior a 6% do Produto Interno Bruto (PIB), sinalizando que há muito espaço para crescer. Em outros países, esse índice chega a 70%. “Além disso, o País tem um déficit habitacional de 5,6 milhões de moradias. As pessoas vão comprar sua casa própria nos próximos anos”, diz. “Deixamos uma inflação de 80% ao mês, há duas décadas, para 4,5% ao ano atualmente. Só temos boas notícias.”

O Distrito Federal vive situação privilegiada, ancorado em fatores decisivos para o aquecimento do mercado. Primeiro, a massa salarial do setor público é o motor da economia local. Funciona como uma garantia de renda estável da população. Segundo, a cidade recebe fortes investimentos em infraestrutura, com vistas à Copa das Confederações e à Copa do Mundo de Futebol. E, finalmente, a população do DF e Entorno é uma das que mais cresce no Brasil, criando a necessidade de novos empreendimentos em todas as faixas de renda.

Os bancos agem...
Como consequência da queda nas taxas de juros, colocada em curso pelo governo, os bancos fizeram, nos últimos meses, mais ajustes que em uma década inteira, e também apostam no aquecimento do setor imobiliário. De acordo com o diretor-executivo de negócios imobiliários do Santander, José Roberto Machado, as condições, “que já eram boas”, em alguns casos ficaram ainda melhores. “Os prazos de financiamento já há algum tempo foram estendidos para até 30 anos, e o Santander foi o primeiro banco a fazer isso”, diz.

Se por um lado uma instituição privada foi a primeira a estender o prazo, por outro foram os bancos estatais os pioneiros no corte dos juros. No fim de abril, a Caixa Econômica Federal anunciou a diminuição em até 21% das taxas de juros para crédito imobiliário, antes do Feirão da Casa Própria, realizado em maio nas grandes cidades do País. As novas taxas valem para todos os que tomam empréstimos na Caixa, independentemente do relacionamento com a instituição.
Para os imóveis de até R$ 500 mil, contratados dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a taxa caiu de 10% para 9% ao ano. Na simulação de um empréstimo de R$ 200 mil, a queda representa uma economia de R$ 1,8 mil nas prestações do primeiro ano de pagamento, ou R$ 18 mil num contrato de 20 anos (veja quadros).
Já o Itaú investe em fortalecer o relacionamento do cliente com o banco. Assim, as regras sobre a taxa são praticamente individualizadas, variam de caso a caso. Um diferencial é que a aprovação do crédito sai em no máximo um dia, ou até uma hora para os correntistas.

... e reagem
O Banco do Brasil reagiu às condições da Caixa e, no dia 1º de junho, também anunciou a queda de até 21% nas taxas. Pelas novas regras, em um financiamento de R$ 240 mil, por um período de 300 meses, a economia gerada para o cliente poderá ser de até R$ 2.272,00 no primeiro ano, e de R$ 28.000,00 no total.
Cinco dias depois, a Caixa entrou em cena, novamente, com o anúncio da ampliação do prazo de financiamento para 35 anos. Com isso, o banco estatal espera atingir a meta de R$ 96 bilhões em crédito imobiliário este ano. Santander? Banco do Brasil? Itaú? Quem é o próximo a dar mais uma boa notícia para o setor imobiliário?


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domingo, 8 de julho de 2012

Pesquisa aponta tendências do mercado imobiliário


Líder nacional em pesquisa imobiliária patrocinou evento onde trouxe informações inéditas sobre o mercado de imóveis.

A Datastore, empresa líder em pesquisa imobiliária, apresentou informações inéditas sobre as tendências deste mercado durante o painel de abertura do ADIT Invest. Um dos mais importantes eventos de investimentos imobiliários e turísticos do País, este ano aconteceu no hotel Intercontinental de São Paulo. Contou com o patrocínio oficial da Datastore e reuniu cerca de 50 especialistas para fornecer dados estratégicos aos investidores.
O painel de abertura, abordou as perspectivas do setor imobiliário brasileiro nos próximos 5 anos. Moderado por Felipe Cavalcante da ADIT Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil) o painel incluiu informações sobre o mercado por Marcus Araujo, finanças por Máximo Pinheiro da Prosperitas Investimentos e política por Paulo Simão da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

A pesquisa
No setor imobiliário 30% dos potenciais consumidores compram um imóvel para melhorar o padrão de moradia ou escritório, 40% para ter renda ou realizar lucros futuros e 30% para sair do aluguel. É o que mostram as pesquisas de mercado realizadas em campo pela Datastore para mais de 100 construtoras, incorporadoras e loteadores do País.
Para chegar a estes indicativos a empresa realizou uma média anual de 35 mil entrevistas de campo com potenciais consumidores de imóveis de todas as regiões do Brasil.

Equilíbrio do setor X demanda
O levantamento revela que para manter o setor em equilíbrio a intenção de compra deve ser de 30%, independente do nível social do consumidor. Isso porque, foi este o índice que em dezembro de 2008 despencou para 8% em São Paulo quando a crise econômica dos EUA paralisou o setor imobiliário brasileiro. A pesquisa em São Paulo tomou como base pessoas com renda maior que 8 mil reais/mês. No mesmo período, a decisão de compra em 12 meses, indicador de aceleração do mercado, ficou em 51%. Já os investidores representaram 27% dos potenciais compradores.
A pesquisa também mostrou que de dezembro de 2009 a julho de 2011, período em que o consumo imobiliário aumentou em São Paulo e no restante do País, a demanda média de 30% predominou como indicador de consumo.
Como não poderia deixar de ser, o aquecimento da economia nacional teve reflexos no setor imobiliário. Fez com que o mercado paulista de imóveis atingisse o pico da aceleração em janeiro do ano passado com 76% dos consumidores potenciais decididos a comprar um imóvel dentro de 12 meses, para nos meses seguintes começar a cair.
Mercado paulista deve ganhar mais força em 2013.

A pesquisa Datastore também apontou que no ano passado os sinais de crise econômica nos EUA e Europa, desaceleraram o mercado imobiliário de São Paulo. Ainda assim, comprar um imóvel está longe de ficar com um ‘mico’ na mão. Isso porque o que mantém a comercialização em médio prazo é a intenção de compra em 24 meses. Só para se ter uma idéia, em dezembro de 2011 este índice foi de 26%. Nos primeiro trimestre deste ano, já deu sinais de uma leve recuperação, alcançando 27%. Por estar muito próximo de 30% que é o índice desejável para transformar bens em dinheiro, indica que a comercialização de imóveis ainda atrai uma parcela importante da população com poder de consumo para fazer o mercado girar.
Os indicadores mostram que hoje, o maior problema do mercado imobiliário é a desaceleração da decisão de compra para 12 meses que recuou 23% em relação a janeiro do ano passado. Neste período passou de 76%  para 53%. Além disso, a pesquisa Datastore mostra uma queda de 7% no número de investidores.  Os levantamentos indicam  que um dos fatores que mais pesa nesta desaceleração é a proximidade da entrega de imóveis comprados na planta pelos investidores nos últimos 30 meses e que estarão no mercado até o final deste ano.

Por isso, a expectativa para o mercado de São Paulo é de que em 2013 retome uma demanda mais acelerada que deve ter como principal alavanca o retorno dos investidores e o lançamento dos melhores projetos por parte das empresas do setor.

Crescem oportunidades fora de São Paulo
Boas oportunidades fora de São Paulo devem se expandir nos próximos anos por causa dos investimentos em infra-estrutura. O levantamento em campo revela o claro poder de consumo de Campinas, cidade do interior. Prova disso é que  na cidade a intenção de compra para 24 meses em março deste ano ficou 29%, ou seja, 2 pontos acima da capital.
Nos demais estados este índice ficou invariavelmente acima dos 30% até março deste ano. Os principais destaques são Brasília com 39%, Fortaleza com 38%, São Luiz com 35%, seguido de Campo Grande com 34%. Em todos estes centros a pesquisa tomou como base pessoas com renda familiar acima de 4 mil reais. A explicação para este resultado é a maior renda per capta de Brasília e os investimentos que vêm sendo realizados nas outras regiões.
Para São Paulo acelerar o crescimento do setor imobiliário ainda este ano seriam necessárias mais medidas governamentais de incentivo fiscal e financeiro voltado para novos empreendimentos.
A dica para ganhar dinheiro com imóveis, apontada pela pesquisa Datastore, é investir nos momentos de baixa aceleração do setor para vender nos momentos de alta velocidade de negócios, quando a falta de oportunidades no mercado faz o valor dos imóveis disparar. Por isso, para quem tem condições de investir o momento é agora. Quem adiar a decisão pode pagar muito mais caro.


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Novas regras da poupança devem impulsionar o comércio de habitações


Com o objetivo de reaquecer a economia do Brasil e ajudá-la a crescer, o Governo vem anunciando uma série de medidas. Entre elas, uma decisão histórica: as novas regras para a poupança – aplicação que existe desde 1861, a mais antiga do País. Esta mudança atinge o mercado imobiliário e traz reflexos para o setor, como explica o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do RJ (Ademi), Paulo Fabrianni.

INFOZAP – O que muda no mercado imobiliário com as novas regras da poupança?
PAULO FABRIANNI – O que muda é a redução de taxas de juros, continuidade do que o setor vem experimentando nos últimos anos. Isso significa que, no caso de um financiamento imobiliário com prazo de 30 anos, a cada 1% de redução da taxa você tem 15% da diminuição do preço final ou amplia a capacidade do adquirente, com a
mesma renda, em 15% do valor total do imóvel. Espera-se que esta ação traga reflexos positivos para o setor.

Além das regras da poupança, a redução da taxa de financiamento torna o cenário ainda mais otimista?
Estamos gerando mais oportunidade dentro da renda consolidada. Não é necessário esperar o aumento de renda da população para elevar a capacidade de compra em seu primeiro imóvel. Temos também uma demanda para novos imóveis, pois a grande parte da população da nova classe média brasileira (classe C) muitas vezes morava agregada no mesmo lugar. Por exemplo, o filho casava e levava a família para morar junto com os pais e, no mesmo imóvel, tinha de uma a quatro famílias. Com a alteração de renda, junto com o aumento de prazos e a redução de taxas de juros, esta família tem procurado outros quatro ou cinco imóveis.

Para aqueles que querem aplicar, o mercado imobiliário é um investimento tão bom quanto a caderneta de poupança?
Sim, é um bom investimento por ser tão seguro quanto a poupança. Quando você compra um apartamento não pode esquecer que ele é um bem de raiz e o proprietário pode usufruir diretamente como moradia ou como renda. Este tipo de negócio proporciona uma diversificação de investimentos, tanto que muitos investidores já estão procurando imóveis que possam, ao longo do tempo, representar uma taxa de rentabilidade maior e mais competitiva do que as já oferecidas pelos produtos conhecidos. E, como a população brasileira continua crescendo e o mercado continua com uma demanda por imóveis residenciais e de investimentos maior do que a oferta, os preços continuam subindo.

Agora é a hora certa de investir em imóveis?
Ao analisar a valorização dos últimos anos – o próprio índice FipeZAP é uma referência que todo mundo conhece quando fala de variação de preço do mercado imobiliário verifica-se uma mudança acima dos índices de rentabilidade da poupança na última década. Porém, histórico de rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
Hoje, considerando que a demanda é maior do que a oferta, a hipótese que tenho é de que o imóvel continue a ser um excelente investimento nos próximos anos e provavelmente com lucro acima da taxa de poupança.

O mercado ganha ou perde com a supervalorização dos imóveis?
Há um grande mito de que o incorporador é o grande beneficiado pelo preço do mercado imobiliário, mas é justamente o contrário. Ele sofre com isso porque procura a recorrência de eventos que levem à manutenção da margem de  rentabilidade dessas empresas. O incorporador é remunerado pelo risco da ação imobiliária, ele não tem nada a ver com a compra de terreno. É bem diferente da figura do investidor. Os grandes beneficiários são os proprietários de imóveis que compraram nos últimos anos.

Depois das recentes medidas anunciadas a favor do se tor, quais devem ser os próximos passos?
Nos últimos anos as cidades incharam. Acreditamos que será preciso ter investimento em infraestrura em maior velocidade, principalmente em sistema viário que possa facilitar o escoamento da população da área de região  metropolitana e do centro da capital. Este é o primeiro movimento para trazer mais oportunidades de desenvolvimento urbano, para reequilibrar a disposição da população dentro do território. Isso também ajudará a reduzir a pressão de preços e aumentar a produção imobiliária para promover um encontro entre demanda e oferta nos próximos anos. A grande saída é o plano de mobilidade urbana.

fonte: ZAP Imóveis


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Custo da construção por metro quadrado aumenta 0,70 %


Custo da construção por metro quadrado
aumenta 0,70% e atinge R$ 836,06
Mão de obra sobe em ritmo menor no mês de junho e registra variação de 1,32%

Construir a casa própria ficou ainda mais caro no mês de junho, quando os preços aumentaram 0,70% e o custo do metro quadrado atingiu R$ 836,06, segundo dados do Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A variação de junho é superior à de maio, quando foi registrado 0,66%. No acumulado de janeiro a junho deste ano, a inflação chega a 3,26%, inferior aos 3,82% do mesmo período do ano passado.

No custo total de cada metro quadrado (R$ 836,06), os materiais de construção tiveram maior peso, de R$ 447,28, e mão de obra respondeu por R$ 388,78 do valor total. 

A  variação do custo com os trabalhadores em junho foi de 1,32%, inferior a maio (1,36%).

Mas os materiais de construção pesaram mais no bolso, com acréscimo de 0,16% nos preços. Em maio, a inflação registrada era de 0,07%.

O maior aumento foi registrado na região sul, onde a alta de 1,80% foi pressionada pelo reajuste salarial de Santa Catarina. O Centro-Oeste teve alta de 1,49% e as demais regiões tiveram inflação abaixo de um ponto percentual, sendo 0,68% no Nordeste; 0,28% no Sudeste e 0,28% no Norte.

O metro quadrado mais caro em junho foi o da região Sudeste, a R$ 877,81. No Norte, o custo foi de R$ 838,56; no Sul, de R$ 833,09; no Centro-Oeste, de R$ 832,17 e no Nordeste, de R$ 787,30.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Imóveis têm valorização modesta em junho

Alta é ligeiramente superior à de maio, mas tendência de desaceleração permanece, diz Índice FipeZap

São Paulo – Os preços dos imóveis residenciais no Brasil tiveram alta de 1,0% em junho, índice mais ou menos estável em relação a maio, quando a alta foi de apenas 0,9%, a menor variação mensal desde o início da série histórica em setembro de 2010. De acordo com o relatório do Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis residenciais em seis cidades e no Distrito Federal, a valorização de junho continua confirmando a tendência de desaceleração nas altas dos preços.

O dado mais significativo nesse sentido é a valorização acumulada em 12 meses. O índice composto, com todas as cidades, registrou alta de 18,4% em junho de 2012 contra junho de 2011, 1,5 pontos percentuais a menos do que o observado em maio de 2012 contra maio de 2011. O caso mais notório foi o do Rio de Janeiro, cuja alta em 12 meses foi de 22%, metade dos 44% registrados em junho de 2011 frente a junho de 2010.
A menor variação mensal em junho ocorreu em Belo Horizonte, onde houve ligeira queda de 0,2% nos preços. Já a maior alta foi registrada em Fortaleza: 2,6%. São Paulo registrou valorização de 1,2%, a menor para o mês de toda a série histórica, iniciada em 2008. O Rio teve alta de 1,0%. Um ano antes, as duas maiores cidades do país haviam registrado valorizações de 2,6% e 3,0% respectivamente.

O preço médio do metro quadrado foi de 6.661 reais. O menor valor é encontrado em Salvador (3.694 reais) e o maior, no Distrito Federal (8.280 reais). Em São Paulo foi de 6.525 reais e no Rio de Janeiro o preço médio do metro quadrado ultrapassou os 8.000 reais pela primeira vez, registrando 8.072 reais.
Veja abaixo a tabela com os preços do metro quadrado e as variações sofridas em maio e junho em cada região:
Local
Variação mensal em maio
Variação mensal em junho
Preço do metro quadrado (R$)
Composto nacional
0,9%
1,0%
6.661
Belo Horizonte
0,4%
-0,2%
4.862
Distrito Federal
0,5%
0,3%
8.280
Fortaleza
2,4%
2,6%
4.637
Recife
1,9%
0,8%
5.329
Rio de Janeiro
1,1%
1,0%
8.072
Salvador
-1,3%
2,1%
3.694
São Paulo
1,2%
1,2%
6.525
Fonte: Índice FipeZap.


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