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domingo, 8 de julho de 2012

Custo da construção por metro quadrado aumenta 0,70 %


Custo da construção por metro quadrado
aumenta 0,70% e atinge R$ 836,06
Mão de obra sobe em ritmo menor no mês de junho e registra variação de 1,32%

Construir a casa própria ficou ainda mais caro no mês de junho, quando os preços aumentaram 0,70% e o custo do metro quadrado atingiu R$ 836,06, segundo dados do Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A variação de junho é superior à de maio, quando foi registrado 0,66%. No acumulado de janeiro a junho deste ano, a inflação chega a 3,26%, inferior aos 3,82% do mesmo período do ano passado.

No custo total de cada metro quadrado (R$ 836,06), os materiais de construção tiveram maior peso, de R$ 447,28, e mão de obra respondeu por R$ 388,78 do valor total. 

A  variação do custo com os trabalhadores em junho foi de 1,32%, inferior a maio (1,36%).

Mas os materiais de construção pesaram mais no bolso, com acréscimo de 0,16% nos preços. Em maio, a inflação registrada era de 0,07%.

O maior aumento foi registrado na região sul, onde a alta de 1,80% foi pressionada pelo reajuste salarial de Santa Catarina. O Centro-Oeste teve alta de 1,49% e as demais regiões tiveram inflação abaixo de um ponto percentual, sendo 0,68% no Nordeste; 0,28% no Sudeste e 0,28% no Norte.

O metro quadrado mais caro em junho foi o da região Sudeste, a R$ 877,81. No Norte, o custo foi de R$ 838,56; no Sul, de R$ 833,09; no Centro-Oeste, de R$ 832,17 e no Nordeste, de R$ 787,30.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Imóveis têm valorização modesta em junho

Alta é ligeiramente superior à de maio, mas tendência de desaceleração permanece, diz Índice FipeZap

São Paulo – Os preços dos imóveis residenciais no Brasil tiveram alta de 1,0% em junho, índice mais ou menos estável em relação a maio, quando a alta foi de apenas 0,9%, a menor variação mensal desde o início da série histórica em setembro de 2010. De acordo com o relatório do Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis residenciais em seis cidades e no Distrito Federal, a valorização de junho continua confirmando a tendência de desaceleração nas altas dos preços.

O dado mais significativo nesse sentido é a valorização acumulada em 12 meses. O índice composto, com todas as cidades, registrou alta de 18,4% em junho de 2012 contra junho de 2011, 1,5 pontos percentuais a menos do que o observado em maio de 2012 contra maio de 2011. O caso mais notório foi o do Rio de Janeiro, cuja alta em 12 meses foi de 22%, metade dos 44% registrados em junho de 2011 frente a junho de 2010.
A menor variação mensal em junho ocorreu em Belo Horizonte, onde houve ligeira queda de 0,2% nos preços. Já a maior alta foi registrada em Fortaleza: 2,6%. São Paulo registrou valorização de 1,2%, a menor para o mês de toda a série histórica, iniciada em 2008. O Rio teve alta de 1,0%. Um ano antes, as duas maiores cidades do país haviam registrado valorizações de 2,6% e 3,0% respectivamente.

O preço médio do metro quadrado foi de 6.661 reais. O menor valor é encontrado em Salvador (3.694 reais) e o maior, no Distrito Federal (8.280 reais). Em São Paulo foi de 6.525 reais e no Rio de Janeiro o preço médio do metro quadrado ultrapassou os 8.000 reais pela primeira vez, registrando 8.072 reais.
Veja abaixo a tabela com os preços do metro quadrado e as variações sofridas em maio e junho em cada região:
Local
Variação mensal em maio
Variação mensal em junho
Preço do metro quadrado (R$)
Composto nacional
0,9%
1,0%
6.661
Belo Horizonte
0,4%
-0,2%
4.862
Distrito Federal
0,5%
0,3%
8.280
Fortaleza
2,4%
2,6%
4.637
Recife
1,9%
0,8%
5.329
Rio de Janeiro
1,1%
1,0%
8.072
Salvador
-1,3%
2,1%
3.694
São Paulo
1,2%
1,2%
6.525
Fonte: Índice FipeZap.


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Angariador facilita captação de imóvel


Profissionais especializados fazem o primeiro contato dos administradores com os proprietários. Para ter sucesso, é preciso ter bom papo e persistência
Para garantir uma lista extensa de imóveis disponíveis tanto para locação quanto para venda, as imobiliárias não esperam os clientes chegarem até elas. Os house hunters – ou angariadores de imóveis, em bom português – vão às ruas atrás de placas de “aluga-se” ou “vende-se”, ligam para os interessados e tentam convencê-los de que a melhor forma de oferecer o imóvel no mercado é por meio de um administrador.

Graziela Correa é angariadora da imobiliária Galvão e todos os dias corre atrás dos interessados em alugar ou vender. Segundo ela, o trabalho começa lendo os jornais, vendo as placas nas ruas e ligando para possíveis clientes. “A gente usa alguns meios, fala sobre a empresa, pergunta para o cliente se ele já trabalhou com uma imobiliária, conta os benefícios e então ele diz se aceita ou não. Caso dê certo, a gente agenda uma visita”, explica. Além disso, a angariadora afirma que ter contatos é o ponto fundamental.
“Hoje eu tenho bastante contato, trabalho com locação e com venda. Quando comecei era difícil, não conhecia ninguém, não era minha área. Além de a gente não conhecer as pessoas, muita gente não queria deixar o imóvel pela falta de experiência. É importante sempre dar o seu cartão em qualquer evento que você vá. Hoje muitas pessoas me procuram por indicação. Tem gente que eu conheci há três, quatro anos e que ainda me procuram”, aponta.

Os porteiros também são grandes aliados dos angariadores na hora de conseguir um imóvel. De acordo com Graziela, eles conhecem os prédios e podem dar todas as informações sobre quem está locando, quem está vendendo, quem está saindo, entrando. “Eles são uma peça fundamental. Eu sempre faço parceria com porteiros conhecidos da cidade e sempre deixo revistas, folders nas portarias”.

Graziela relata que não é fácil conseguir um imóvel eque os clientes argumentam muito antes de aceitar qualquer oferta. “Falam que não querem por causa das taxas, o primeiro aluguel que fica com a imobiliária, por exemplo. Dizem que é muito caro, que já têm advogado cuidando disso, que é um trabalho desnecessário pagar o primeiro aluguel. Às vezes não querem porque já têm um interessado em vista.” Ainda assim, todo mês, entre 70 a 75 pessoas buscam a imobiliária e, destas, 50 já fecham negócio.

Na imobiliária Gonzaga, cerca de 80% das casas e apartamentos administrados vieram através dos angariadores. Para a coordenadora de uma das equipes de house hunters, Maria Goreti Guollo, o campo da angariação é financeiramente gratificante. “Você faz o seu salário. Os angariadores recebem um salário fixo mais a comissão e ajuda de custo, vale transporte, assistência médica, entre outros”, explica.

Com três equipes de seis a 10 pessoas, Maria relata que o acompanhamento é diário e os house hunters têm características próprias para a atividade. “São pessoas dinâmicas, que já trabalharam na área de venda, que têm o feeling para a venda. Tem que ser pessoas que conversem bastante, de bom astral”, descreve.

Sem preocupação
Confiança é a base do relacionamento com administradora
Quando a família da dentista Naura Lacerda decidiu morar em Brasília, ela optou por deixar o apartamento nas mãos de uma imobiliária para não se preocupar. “Como a gente morou em um imóvel, que depois compramos, que era alugado por uma imobiliária, quando fomos embora achamos melhor passar o apartamento para uma administradora que já era conhecida. Sabíamos como era o trabalho deles”, relata.
Segundo ela, a família não quis alugar direto com os interessados porque não conheciam ninguém e, se fosse assim, só conhecendo muito bem a pessoa. “Alugar pela imobiliária é bom pela segurança. Eles cobram uma taxa, mas não é nada que pese no orçamento. Eles pegam o IPTU do locatário, pagam direitinho, depositam o dinheiro todo mês”, argumenta a dentista.

O engenheiro de materiais Marcos Furstenberger também optou pela imobiliária quando teve que alugar um imóvel em Curitiba. Segundo ele, o que norteou a escolha da administradora foram os comentários que ele leu na internet sobre as imobiliárias. “Na verdade eu tinha escolhido outra imobiliária. Mas vi os comentários ruins na internet sobre ela e decidi pela outra que meu avô já conhecia e tinha feito negócio”, completa.

Sem intermediários
Negócio direto com proprietário oferece locação sem fiador
Há quem prefira a locação direta com o proprietário pelos diversos benefícios. Há cerca de um mês, a engenheira Fernanda Henneberg veio morar em Curitiba e teve dificuldades para achar um apartamento compatível com o orçamento e o tempo que ficaria na cidade. Ela optou pelo contrato direto com o proprietário, que garantiu o aluguel de três meses com renovação automática para mais três. “Imobiliária dificulta muito a locação, porque pede fiador e o tempo para locar é de, no mínimo, um ano. Fui a algumas imobiliárias em Curitiba, mas foi bem complicada a negociação”.
Devido aos benefícios de alugar direto com o interessado, a aposentada Rosalia Fabian não colocou a propriedade em nenhuma imobiliária. Segundo ela, tanto negociando via imobiliária quanto direto com os interessados há riscos para o proprietário, mas ela decidiu arriscar. “Como é com pessoas idôneas, com referências, não tem problema”, explica. A aposentada conta que o contrato que utiliza é o mesmo vendido em livrarias e não pediu nenhum fiador para facilitar. “A gente preencheu os dados, reconheceu a firma em cartório. E como são pessoas idôneas, não vi problema nenhum. Não pedi fiador, quem assina é o responsável. Na imobiliária a gente se depara com tantas dificuldades, assim é mais fácil”, diz.

Como funciona
Entenda o relacionamento das imobiliárias com donos de imóveis e clientes.
Proprietário
- Se você tem um imóvel e quer alugar ou vender via imobiliária, veja os passos a seguir.
- Depois de entrar em contato com a administradora, a imobiliária vai enviar alguém para ver o imóvel e passar o valor baseado na localização, no valor do condomínio, se é mobiliado, se esta mobília é nova, entre outros fatores.
- Com a avaliação pronta, é feito o contrato administrativo. Por um período, cerca de 90 dias, a empresa divulga o local e espera algum contato. Se após este tempo o proprietário não desejar mais deixar o imóvel na imobiliária, ele deve avisar. Este período não reflete custo ao dono do local.
- Locado o imóvel, o primeiro aluguel é da imobiliária pelo custo de divulgação e comissão dos funcionários (taxa de intermediação). Depois, cerca de 10% do aluguel é dado à imobiliária para administração. O inquilino paga o imposto sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU) e seguros, como contra incêndio. A imobiliária garante a parte jurídica. Se o inquilino deixa de pagar o aluguel, o proprietário também não recebe, porém quem se preocupa com a inadimplência é a empresa.

Cliente
- Se você quer alugar ou comprar um imóvel via imobiliária, veja os passos a seguir.
- O primeiro passo é visitar o imóvel e fazer a reserva junto à imobiliária. Nesta reserva, o interessado paga a taxa de reserva que pode variar de dois a sete dias de aluguel, dependendo da administradora.
- Durante este período, o interessado deve buscar a documentação (RG, CPF, documentos do cônjuge se for casado, comprovante de endereço atual – contas de água, luz, telefone ou algum comprovante de consumo – comprovante de renda, e documentos do fiador). O fiador pode ser parente, desde que a fonte de renda não seja vinculada à do locatário.
- Um método muito usado hoje é o uso do seguro fiança. Caso o locatário não tenha fiador, ele pode pedir o seguro que é pago todo ano. O beneficiado é o proprietário do imóvel, caso algo aconteça, mas o locatário pode requisitar serviços de encanador, chaveiro, entre outros.


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terça-feira, 3 de julho de 2012

Isenção de imposto sobre venda de imóveis é aprovada


Quem vende um imóvel e utiliza o dinheiro para a compra de outro no prazo de um ano estará isento de imposto de renda incidente sobre eventuais ganhos obtidos nas transações, o chamado ganho de capital ou lucro imobiliário. Essa é a essência do relatório do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao Projeto de Lei do Senado (PLS nº 21/2009), aprovado por unanimidade e em decisão terminativa nesta terça-feira (08/05) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.

Ao duplicar o prazo atual de 180 dias para isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o senador Eduardo Suplicy explicou que os valores elevados dos imóveis residenciais e o número de pessoas envolvidas tornam a transação, em muitos casos, altamente complexa, não se resolvendo rapidamente. Aumentando o prazo de 180 dias para 365 dias, o mérito do projeto é garantir prazo necessário para que o vendedor do imóvel compre outro nesse período e fique isento do pagamento do imposto de renda sobre os valores.

Um exemplo comum ocorre quando uma pessoa compra um imóvel e depois que os filhos crescem decide vendê-lo. Pagou-se pela casa R$ 30 mil a vinte anos e vendeu por R$ 100 mil, o imposto apenas incidirá sobre a diferença, o ganho de capital de R$ 70 mil, desde que essa pessoa não adquira outro imóvel no período de 365 dias.

“Esse lucro auferido na venda não será tributado se a pessoa física adquirir outra casa em 365 dias e atende uma reivindicação antiga”, afirmou Suplicy.

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O Medo da Bolha Imobiliária


O Medo da Bolha Imobiliária
"Se você vem adiando o sonho da casa própria por este medo, relaxe"
O mercado imobiliário gera paixões. Para muitos, a compra de um imóvel é a decisão financeira mais importante da vida. Para investidores, é um potencial de lucros às vezes fantásticos. Para o País, um poderoso motor de crescimento e geração de empregos.

Desde 2008, venho refutando alegações de que o Brasil tem uma bolha imobiliária prestes a estourar. De lá para cá, os preços dos imóveis dobraram, triplicaram ou subiram ainda mais.

Impressionado com o ritmo da atividade imobiliária e com a forte elevação dos preços, resolvi atualizar meus estudos sobre o assunto para checar minhas conclusões.

Analisei as bolhas imobiliárias de todos os países dos quais consegui dados desde 1900. Ignorei apenas bolhas imobiliárias regionais como, por exemplo, a causada pela busca do ouro no Oeste americano.

Algumas conclusões saltam aos olhos. Primeiro, bolhas imobiliárias costumam envolver forte atividade de construção. Para tornar os dados de construção comparáveis entre diferentes países e períodos, analisei o consumo anual de cimento per capita em cada país
no ano em que a bolha estourou. Não encontrei nenhum estouro de bolha com consumo anual de cimento inferior a 400 quilos per capita. Na Espanha, passou de 1,2 mil quilos e há casos, como na China atual, de consumo ainda superior: 1,6 mil quilos, sem estouro de bolha. No Brasil, minha estimativa é de que hoje estamos em 349 quilos.

Segundo, uma bolha imobiliária sempre se caracteriza por preços muito elevados em relação à capacidade de pagamento das pessoas. Considerando-se quantos anos de salários são necessários para comprar um imóvel de preço médio nas principais cidades do mundo, nenhuma cidade brasileira está hoje entre as 20 mais caras. Por outro lado, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Balneário Camboriú estão entre as 100 mais caras. Entretanto, mesmo por esse parâmetro, Brasília, a mais cara do País, ainda é duas vezes e meia mais barata do que Rabat, no Marrocos, a mais cara do mundo.

O ar que infla qualquer bolha de investimento, imobiliária ou não, é sempre uma abundante oferta de crédito. Ela possibilita que investidores comprem algo que não poderiam apenas com suas rendas. Todas as bolhas imobiliárias que encontrei estouraram quando
o total do crédito imobiliário superava 50% do PIB e, em alguns casos, passava de 130% do PIB. Nos EUA, em 2006, um ano antes dos preços começarem a cair, era de 79% do PIB. No Brasil, apesar de todo o crescimento dos últimos anos, esse número é hoje de 5% do PIB.

Aliás, é sempre uma súbita ruptura na oferta de crédito, normalmente associada a uma forte elevação do custo deste crédito, que faz com que bolhas estourem. No Brasil está acontecendo exatamente o contrário. O crédito imobiliário está em expansão e o seu custo em queda.

Por tudo que pesquisei, concluo que é bastante improvável que haja um estouro de bolha imobiliária no Brasil, pelo menos em breve. Se você vem adiando o sonho da casa própria por este medo, relaxe.

Então os preços dos imóveis continuarão subindo no ritmo dos últimos anos? Dificilmente. Os preços atuais já estão mais elevados; em casos específicos, até altos para padrões internacionais.

O mais provável são altas mais modestas, às vezes bem mais modestas. Em alguns casos, até pequenos ajustes de preços para baixo são possíveis e salutares. São exatamente eles que garantiriam que bolhas não estourem em um futuro mais distante. 


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Lopes – A maior imobiliária do Brasil
Ao conversar com algum corretor nos plantões ou telefone,  lembre-se de informar que está sendo atendido pelo Corretor ITALIANO  da Imobiliária LOPESCorretor de imóveis é comissionado por vendas realizadas, assim,  você estará reconhecendo meu trabalho e estará contribuindo para  melhorar ainda mais a qualidade do meu atendimento!

Projeção aponta aumento médio de até 105% no preço dos terrenos em Curitiba


Aumento de 71% a 105% no preço médio dos terrenos à venda em Curitiba, nos últimos quatro anos. Esta é a projeção da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR) para o insumo que tem o maior impacto no custo da construção civil. Este cenário foi elaborado considerando a variação do preço do metro quadrado privativo dos apartamentos novos na capital, de dezembro de 2008 a maio de 2012, e o percentual correspondente ao valor de permuta dos empreendimentos, variando de 15% a 18% do Volume Geral de Vendas (VGV).

Num cenário de aumento do percentual de VGV para permuta, começando em 15% sobre o valor total do empreendimento e com crescimento de um ponto percentual ao ano, o custo do terreno registrou alta de 105% no último quadriênio. De acordo com o presidente da entidade, Gustavo Selig, a alta é o reflexo da especulação imobiliária que aconteceu no período, causando distorções no mercado. “O terreno não pode subir acima do preço do imóvel e, em muitos casos, a alta foi muito superior à apontada na projeção. Além disso, um terreno no Água Verde, Batel, Cabral e Alto da XV não pode ter o mesmo preço de outro, com as mesmas área e características, no Pinheirinho ou Xaxim”, exemplifica.

Segundo Selig, o momento é de estabilização no preço dos terrenos, seguindo a valorização do mercado de lançamentos, bem como dos percentuais do VGV destinados à permuta que, em algumas situações, superaram o índice de 18%. “Alguns terrenos já estão voltando para o patamar real de custo, assim como os percentuais de permuta, até porque muitos destes terrenos ficaram parados. Chegar ao índice máximo de retorno do valor do terreno ao proprietário, somente se a área for extremamente bem localizada e estiver numa região muito valorizada”, diz.

O custo de mão de obra, incluindo remuneração e encargos, tem a segunda maior participação no Custo Unitário da Construção (CUB) na capital paranaense. Estudo realizado pela Ademi/PR, que compreendeu a análise das variações do índice calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/PR) no último quadriênio, prevê um aumento de 45% em maio de 2012, em relação a dezembro de 2008. O presidente da Ademi/PR explica que isso aconteceu em função do aquecimento do mercado, ante a escassez de mão de obra qualificada.

Diante deste cenário, Selig acredita que distribuir os recursos para a formação da própria equipe de trabalho e para a contratação de empreiteiras é uma boa alternativa para equilibrar os gastos, sem perdas na qualidade e agilidade da obra. “O custo de uma obra feita integralmente com mão de obra terceirizada é mais elevado do que com equipe própria, pois, se a exigência por recursos para mão de obra aumentou para as construtoras, a conta é ainda maior para as empreiteiras, considerando a margem de lucro que elas possuem”, explica. A projeção da Ademi/PR revelou ainda que o custo dos materiais de construção teve alta de 5%, em média, nos últimos quatro anos.


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domingo, 1 de julho de 2012

Imóvel de um quarto lidera lançamentos

Preferido dos investidores, apartamentos de um quarto precisam estar equipados para se tornarem ainda mais atraentes para o consumidor final

De acordo com dados da Associação dos Dirigentes de Em­­pre­­sas do Mercado Imo­­biliário do Paraná (Ademi-PR), os apartamentos de um quarto lideraram a listagem de unidades lançadas em Curitiba, em 2011. Foram 2397 imóveis, que significam 21% de tudo que foi lançado no ano passado. De janeiro a maio desse ano, já foram 878 unidades desse tipo, de acordo com a mesma instituição.

O apartamento de um quarto se tornou o “filé mignon” para os investidores porque há procura por esse tipo de empreendimento. “Para o proprietário, é mais fácil locar o apartamento de um quarto, ele é o mais buscado e também o mais barato na hora de comprar”, explica o diretor da JBA Imóveis, Ilso José Gonçalves.

Quem quer comprar encontra esses imóveis por, em média, R$ 3.200 o metro quadrado. O índice de locação mostra que o preço do metro quadrado está em R$ 16,50, de acordo com dados de maio do Sindicato da Habitação no Paraná (Secovi-PR).

Mas o que mais atrai nos apartamentos de um quarto é facilidade para negociação. “É possível negociá-lo sempre, quer esteja vazio ou locado”, diz. Ele explica que a facilidade para locação existe porque há muita procura por estudantes, pessoas que vêm de fora para trabalhar na cidade e a população que está morando sozinha cresce. “Esse é o tipo de imóvel que não fica fechado, porque a procura ainda é grande, mesmo com as recentes entregas de imóveis”, afirma.

A gerente de locação e administração da Habitec Imóveis, Sariva Lima, explica que esse tipo de imóvel tem maior saída entre os meses de janeiro e abril. “É a época que tem maior entrada e saída e o preço é mais alto. Depois, o valor se mantém”, comenta. Com maior rotatividade, o imóvel consegue manter o preço mais alto, o que anima os investidores.

Características
A forma de ocupação do espaço é essencial para que o morador ou locatário desse tipo de imóvel se sinta bem. “Esse apartamento tem de ser feito sob medida. Ele costuma ter, pelo menos, 30 metros quadrados, que é um espaço mínimo para proporcionar conforto”, explica o arquiteto José Vicente Lopes, do escritório Doria Lopes Fiuza. De acordo com ele, esse tipo de espaço costuma apresentar ambientes em conjunto, para uso comum. “Quem mora nesses locais costuma ter um estilo de vida dinâmico, faz refeições da rua e usa serviços de lavanderia fora de casa. Então não é preciso tanto espaço para cozinha e lavanderia, que costumam receber infraestrutura bem básica”, comenta. 
Mobília

Quanto mais completo, melhor
Para garantir locação rápida, a gerente de locação e administração da Habitec, Sariva Lima, sugere que o proprietário não deve temer gastos para equipar o imóvel. “O que pedimos para os proprietários é sempre equipar a cozinha e o quarto. A pessoa que vem de fora quer comodidade e está disposta a pagar mais por móveis e eletrodomésticos”, comenta. De acordo com ela, isso dá agilidade à locação. “O proprietário precisa investir, pelo menos, nos móveis e em um piso laminado”, reforça.
Para tornar o imóvel mais agradável e, como consequência, mais atraente para o consumidor, o arquiteto José Vicente Lopes, do escritório Doria Lopes Fiuza explica que é preciso evitar divisórias. “É melhor evitar paredes, porque assim cria-se a sensação de espaço amplo e o morador vai se sentir bem”, diz.
É preciso pensar o ambiente como um quebra cabeça, encaixando os móveis no lugar certo para atender as necessidades do morador. “Armários embutidos e espaços amplos são mais comuns e tornam o imóvel mais agradável”, orienta.
Não há nenhum norma que indique o tamanho mínimo de um imóvel, mas, de acordo com o arquiteto, o bom senso indica que deve haver, no mínimo, 25 metros quadrados de área privativa. “Para que a pessoas possa estabelecer suas necessidades básicas, comer, dormir, com maior conforto. A miniaturização é comum, mas a forma como os elementos vão estar dispostos vai fazer diferença”, afirma.

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